segunda-feira, 17 de junho de 2013

NO BAIRRO FUNCIONÁRIOS...

Inicio a apresentação das casas pela rua Santa Rita Durão, porque é a rua que resido.


Residência localizada na esquina com rua Ceará, destinada aos funcionários públicos de nível mais baixo, de acordo com o plano de construção. Uma das poucas que restaram.

                                                                                                                                                                                              Rua Santa Rita Durão 952, ao lado  do  colégio Santo Antônio:
Rua Santa Rita Durão 1210, próximo à pça. da Liberdade:

RUA DOS INCONFIDENTES:



RUA CLAUDIO MANOEL:
Aqui funcionam um restaurante e uma boutique
Atualmente um restaurante


Uma certa padaria
Claudio Manoel c/ Pernambuco, sede de um jornal.


RUA GONÇALVES DIAS:


Aqui funcionou o colégio Loyola:

Gonçalves Dias com Sergipe
Antigo hospital infantil:

Centro de Arte Popular
RUA BERNARDO GUIMARÃES:

Uma linda mansão onde funciona uma organização de festas



A rua Bernardo Guimarães com av. Afonso Pena antigamente, com o córrego Acaba Mundo a descoberto....

e atualmente no mesmo local:



Bernardo Guimarães c/ rua Alagoas.





Antigo campo do Atlético Mineiro na Bernardo Guimarães c/ av. Olegario Maciel:



A mesma esquina atualmente:


Rua Aimorés, onde ficava o antigo Bar Brasil atualmente demolido:







OBJETIVOS DO PROJETO



Pretendo com esse blog manter viva as imagens das casas construídas nos primórdios de Belo Horizonte.

Algumas já foram demolidas, outras mantidas apenas suas aparências externas fazendo parte de novos prédios. Algumas, protegidas pelo patrimônio histórico, outras apenas que esperam a "morte" chegar sobrevivem na cidade.

A primeira etapa deste trabalho teve inicio no ano de 2008. Primeiramente, fui percorrendo ruas do bairro Funcionários e registrando com fotos e anotando endereços.                    

Em seguida, mas recentemente, fui utilizando a valiosa ferramenta do Google Map que tornou possível este levantamento.

Para as gerações atuais e futuras!


Breve introdução às origens de Belo Horizonte (BH)

Belo Horizonte é a cidade que me adotou desde o ano de 1962 quando para aqui vim com minha família.
Tem por características físicas ser uma cidade com morros e baixadas, apresentando na sua região sul uma muralha denominada Serra do Curral que lhe serve de moldura e referência histórica.

No local onde a cidade foi construída existiu primeiramente a Fazenda do Cercado, base do núcleo do arraial do Curral Del Rei (1701).

Em 1750, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral. 
Em  17/12/1893 foi criada lei para mudança da capital da provincia, de Ouro Preto para nova localidade.

O local  escolhido foi onde se situava o citado arraial Curral Del Rei.

As obras de construção da nova capital foram iniciadas em 1894 e sua inauguração ocorreu em 17/12/1897. O projeto da cidade baseava-se em outras cidades recém-construídas tais como Washington nos Estados Unidos. Possuía ruas e avenidas como um tabuleiro de xadrez, cercadas por uma avenida atualmente denominada Avenida do Contorno.




Os bairros mais antigos de BH são: Funcionários, Santa Efigênia, Lagoinha e Floresta, onde até hoje podemos encontrar construções dos primórdios das fundação da cidade.


O Bairro Funcionários (fonte: wikipédia)
Um dos bairros mais antigos de Belo Horizonte, localizado na região centro-sul, o Funcionários é referência cultural e histórica. Fundado em 1896, dois anos depois do início das obras para a construção da nova capital, foi planejado para acolher funcionários públicos recém transferidos de Ouro Preto. As suas primeiras moradias respeitavam a hierarquia do funcionalismo e serviam para identificar o nível social das famílias. Os imóveis obedeciam a seis padrões que variavam de A à F, de acordo com a função do servidor. As mais simples eram para porteiros e serventes e as sofisticadas e maiores pertenciam a diretores e desembargadores. Outra curiosidade sobre as casas era o número de janelas, que indicavam também o status do morador. Quanto maior o número de janelas, mais ilustre era o dono da moradia.
Quem caminha pelo Funcionários, pode observar fragmentos da história registrado na arquitetura de casarões imponentes e no traçado de ruas arborizadas. A localização privilegiada, somada ao comércio da Savassii e ao complexo arquitetônico da Praça da Liberdade, transformaram o bairro em um dos endereços residenciais mais caros da cidade.

Santa Efigênia (fonte: wikipédia)
Da idade de Belo Horizonte, tem história intimamente ligada à construção do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, na Praça Floriano Peixoto.
O prédio, em estilo neoclássico, projetado pelo Conde de Santa Marinha, foi criado para alojar os militares transferidos do destacamento de Ouro Preto.
A importância da construção influenciou até a denominação do bairro, que durante muitos anos, se chamou Quartel. Com o tempo, os militares se tornaram menos numerosos, mas ainda representam uma parcela significativa de moradores da região e várias ruas lhes prestam homenagem.
O atual nome do bairro é um tributo a Santa Efigênia, padroeira dos militares.
Com a bela Igreja de Santa Efigênia dos Militares sendo um dos pontos marcantes da região.
Nos primeiros anos da nova capital do Estado, o lugar também abrigou muitos dos trabalhadores que ajudaram a erguer a cidade planejada por Aarão Reis, além de médicos, enfermeiros, estudantes, professores e funcionários públicos de diferentes setores que por lá foram se estabelecendo, depois de inaugurada a cidade.

Lagoinha (fonte: wikipédia)
A base de formação do bairro Lagoinha foram os migrantes da região central de MG e imigrantes italianos trazidos à época da construção da capital. Nascido fora dos limites planejados para a nova capital mineira, o bairro foi um dos primeiros de origem operária, e suas casas foram construídas em torno de uma pequena lagoa, onde hoje está erguido o Complexo Viário da Lagoinha. Antigamente a região era pantanosa e cercada por várias lagoas, o que possivelmente explica o nome dado ao bairro. Os imigrantes italianos e os migrantes viviam em perfeita harmonia e cooperação, formando uma comunidade que compartilhava o mesmo território rico em manifestações culturais mineiras e italianas. No bairro Lagoinha, ainda existem algumas famílias remanescentes dos operários ligados à Comissão Construtora. Durante muito tempo o local ficou conhecido como cantinho da velha Itália em Minas Gerais.

Floresta (fonte: wikipédia)
O bairro Floresta nasceu como subúrbio. Foi um dos primeiros locais de moradia dos operários que trabalharam na construção da capital.
No princípio, o bairro era formado por chácaras que, segundo historiadores, eram responsáveis pelo abastecimento de hortifrutigranjeiros da capital recém inaugurada. Os vestígios da primeira forma de ocupação ainda existem. A área da Praça Comendador Negrão de Lima é um exemplo. Ela está no local onde existia a chácara da família Negrão de Lima. A sede da propriedade, situada na Rua Leonídia Leite, continua preservada e foi tombada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
A origem do nome Floresta é controversa. A história mais conhecida, relatada pelo historiador  Abilio Barret, conta que um hotel boêmio chamado Floresta teria motivado o nome. Outra relata que, quando as pessoas se dirigiam até a região, diziam estar indo para os lados da Floresta. Uma outra versão diz que o nome está ligado à paisagem verde que se avistava, olhando a partir do Centro da cidade.
Por sua proximidade com o Centro, cresceu rapidamente. Por volta do ano de 1930, o comércio começou a se desenvolver, principalmente na região comprendida pelas avenidas do Contorno e Assis Chateaubriand .
Na década de 40, o adro da Igreja Nossa Senhora das Dores, era o local preferido para moças e rapazes para o footing (do inglês, ir a pé). As mulheres – todas com seus melhores vestidos, salto alto, maquiadas e perfumadas – desfilavam, como se estivessem em um tapete vermelho. Locais tradicionais como a rua Itajubá que, durante muito tempo, foi um dos pontos mais movimentados da cidade pela animação de seus bares e bailes de carnaval, também fazem parte da história do bairro.

O Projeto Casa Velha BH vai se concentrar exatamente nas construções remanescentes desses 4 bairros, principalmente, no bairro Funcionários.