Tem por características físicas ser uma cidade com morros e baixadas, apresentando na sua região sul uma muralha denominada Serra do Curral que lhe serve de moldura e referência histórica.
No local onde a cidade foi construída existiu primeiramente a Fazenda do Cercado, base do núcleo do arraial do Curral Del Rei (1701).
Em 1750, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral.
Em 17/12/1893 foi criada lei para mudança da capital da provincia, de Ouro Preto para nova localidade.
O local escolhido foi onde se situava o citado arraial Curral Del Rei.
As obras de construção da nova capital foram iniciadas em 1894 e sua inauguração ocorreu em 17/12/1897. O projeto da cidade baseava-se em outras cidades recém-construídas tais como Washington nos Estados Unidos. Possuía ruas e avenidas como um tabuleiro de xadrez, cercadas por uma avenida atualmente denominada Avenida do Contorno.
Os bairros mais antigos de BH são: Funcionários, Santa Efigênia, Lagoinha e Floresta, onde até hoje podemos encontrar construções dos primórdios das fundação da cidade.
O Bairro Funcionários (fonte: wikipédia)
Um dos bairros mais antigos de Belo Horizonte, localizado na região centro-sul, o Funcionários é referência cultural e histórica. Fundado em 1896, dois anos depois do início das obras para a construção da nova capital, foi planejado para acolher funcionários públicos recém transferidos de Ouro Preto. As suas primeiras moradias respeitavam a hierarquia do funcionalismo e serviam para identificar o nível social das famílias. Os imóveis obedeciam a seis padrões que variavam de A à F, de acordo com a função do servidor. As mais simples eram para porteiros e serventes e as sofisticadas e maiores pertenciam a diretores e desembargadores. Outra curiosidade sobre as casas era o número de janelas, que indicavam também o status do morador. Quanto maior o número de janelas, mais ilustre era o dono da moradia.
Quem caminha pelo Funcionários, pode observar fragmentos da história registrado na arquitetura de casarões imponentes e no traçado de ruas arborizadas. A localização privilegiada, somada ao comércio da Savassii e ao complexo arquitetônico da Praça da Liberdade, transformaram o bairro em um dos endereços residenciais mais caros da cidade.
Santa Efigênia (fonte: wikipédia)
Da idade de Belo Horizonte, tem história intimamente ligada à construção do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, na Praça Floriano Peixoto.
O prédio, em estilo neoclássico, projetado pelo Conde de Santa Marinha, foi criado para alojar os militares transferidos do destacamento de Ouro Preto.
A importância da construção influenciou até a denominação do bairro, que durante muitos anos, se chamou Quartel. Com o tempo, os militares se tornaram menos numerosos, mas ainda representam uma parcela significativa de moradores da região e várias ruas lhes prestam homenagem.
O atual nome do bairro é um tributo a Santa Efigênia, padroeira dos militares.
Com a bela Igreja de Santa Efigênia dos Militares sendo um dos pontos marcantes da região.
Nos primeiros anos da nova capital do Estado, o lugar também abrigou muitos dos trabalhadores que ajudaram a erguer a cidade planejada por Aarão Reis, além de médicos, enfermeiros, estudantes, professores e funcionários públicos de diferentes setores que por lá foram se estabelecendo, depois de inaugurada a cidade.
Lagoinha (fonte: wikipédia)
A base de formação do bairro Lagoinha foram os migrantes da região central de MG e imigrantes italianos trazidos à época da construção da capital. Nascido fora dos limites planejados para a nova capital mineira, o bairro foi um dos primeiros de origem operária, e suas casas foram construídas em torno de uma pequena lagoa, onde hoje está erguido o Complexo Viário da Lagoinha. Antigamente a região era pantanosa e cercada por várias lagoas, o que possivelmente explica o nome dado ao bairro. Os imigrantes italianos e os migrantes viviam em perfeita harmonia e cooperação, formando uma comunidade que compartilhava o mesmo território rico em manifestações culturais mineiras e italianas. No bairro Lagoinha, ainda existem algumas famílias remanescentes dos operários ligados à Comissão Construtora. Durante muito tempo o local ficou conhecido como cantinho da velha Itália em Minas Gerais.
Floresta (fonte: wikipédia)
O bairro Floresta nasceu como subúrbio. Foi um dos primeiros locais de moradia dos operários que trabalharam na construção da capital.
No princípio, o bairro era formado por chácaras que, segundo historiadores, eram responsáveis pelo abastecimento de hortifrutigranjeiros da capital recém inaugurada. Os vestígios da primeira forma de ocupação ainda existem. A área da Praça Comendador Negrão de Lima é um exemplo. Ela está no local onde existia a chácara da família Negrão de Lima. A sede da propriedade, situada na Rua Leonídia Leite, continua preservada e foi tombada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
A origem do nome Floresta é controversa. A história mais conhecida, relatada pelo historiador Abilio Barret, conta que um hotel boêmio chamado Floresta teria motivado o nome. Outra relata que, quando as pessoas se dirigiam até a região, diziam estar indo para os lados da Floresta. Uma outra versão diz que o nome está ligado à paisagem verde que se avistava, olhando a partir do Centro da cidade.
Por sua proximidade com o Centro, cresceu rapidamente. Por volta do ano de 1930, o comércio começou a se desenvolver, principalmente na região comprendida pelas avenidas do Contorno e Assis Chateaubriand .
Na década de 40, o adro da Igreja Nossa Senhora das Dores, era o local preferido para moças e rapazes para o footing (do inglês, ir a pé). As mulheres – todas com seus melhores vestidos, salto alto, maquiadas e perfumadas – desfilavam, como se estivessem em um tapete vermelho. Locais tradicionais como a rua Itajubá que, durante muito tempo, foi um dos pontos mais movimentados da cidade pela animação de seus bares e bailes de carnaval, também fazem parte da história do bairro.
O Projeto Casa Velha BH vai se concentrar exatamente nas construções remanescentes desses 4 bairros, principalmente, no bairro Funcionários.
Um dos bairros mais antigos de Belo Horizonte, localizado na região centro-sul, o Funcionários é referência cultural e histórica. Fundado em 1896, dois anos depois do início das obras para a construção da nova capital, foi planejado para acolher funcionários públicos recém transferidos de Ouro Preto. As suas primeiras moradias respeitavam a hierarquia do funcionalismo e serviam para identificar o nível social das famílias. Os imóveis obedeciam a seis padrões que variavam de A à F, de acordo com a função do servidor. As mais simples eram para porteiros e serventes e as sofisticadas e maiores pertenciam a diretores e desembargadores. Outra curiosidade sobre as casas era o número de janelas, que indicavam também o status do morador. Quanto maior o número de janelas, mais ilustre era o dono da moradia.
Quem caminha pelo Funcionários, pode observar fragmentos da história registrado na arquitetura de casarões imponentes e no traçado de ruas arborizadas. A localização privilegiada, somada ao comércio da Savassii e ao complexo arquitetônico da Praça da Liberdade, transformaram o bairro em um dos endereços residenciais mais caros da cidade.
Santa Efigênia (fonte: wikipédia)
Da idade de Belo Horizonte, tem história intimamente ligada à construção do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, na Praça Floriano Peixoto.
O prédio, em estilo neoclássico, projetado pelo Conde de Santa Marinha, foi criado para alojar os militares transferidos do destacamento de Ouro Preto.
A importância da construção influenciou até a denominação do bairro, que durante muitos anos, se chamou Quartel. Com o tempo, os militares se tornaram menos numerosos, mas ainda representam uma parcela significativa de moradores da região e várias ruas lhes prestam homenagem.
O atual nome do bairro é um tributo a Santa Efigênia, padroeira dos militares.
Com a bela Igreja de Santa Efigênia dos Militares sendo um dos pontos marcantes da região.
Nos primeiros anos da nova capital do Estado, o lugar também abrigou muitos dos trabalhadores que ajudaram a erguer a cidade planejada por Aarão Reis, além de médicos, enfermeiros, estudantes, professores e funcionários públicos de diferentes setores que por lá foram se estabelecendo, depois de inaugurada a cidade.
Lagoinha (fonte: wikipédia)
A base de formação do bairro Lagoinha foram os migrantes da região central de MG e imigrantes italianos trazidos à época da construção da capital. Nascido fora dos limites planejados para a nova capital mineira, o bairro foi um dos primeiros de origem operária, e suas casas foram construídas em torno de uma pequena lagoa, onde hoje está erguido o Complexo Viário da Lagoinha. Antigamente a região era pantanosa e cercada por várias lagoas, o que possivelmente explica o nome dado ao bairro. Os imigrantes italianos e os migrantes viviam em perfeita harmonia e cooperação, formando uma comunidade que compartilhava o mesmo território rico em manifestações culturais mineiras e italianas. No bairro Lagoinha, ainda existem algumas famílias remanescentes dos operários ligados à Comissão Construtora. Durante muito tempo o local ficou conhecido como cantinho da velha Itália em Minas Gerais.
Floresta (fonte: wikipédia)
O bairro Floresta nasceu como subúrbio. Foi um dos primeiros locais de moradia dos operários que trabalharam na construção da capital.
No princípio, o bairro era formado por chácaras que, segundo historiadores, eram responsáveis pelo abastecimento de hortifrutigranjeiros da capital recém inaugurada. Os vestígios da primeira forma de ocupação ainda existem. A área da Praça Comendador Negrão de Lima é um exemplo. Ela está no local onde existia a chácara da família Negrão de Lima. A sede da propriedade, situada na Rua Leonídia Leite, continua preservada e foi tombada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
A origem do nome Floresta é controversa. A história mais conhecida, relatada pelo historiador Abilio Barret, conta que um hotel boêmio chamado Floresta teria motivado o nome. Outra relata que, quando as pessoas se dirigiam até a região, diziam estar indo para os lados da Floresta. Uma outra versão diz que o nome está ligado à paisagem verde que se avistava, olhando a partir do Centro da cidade.
Por sua proximidade com o Centro, cresceu rapidamente. Por volta do ano de 1930, o comércio começou a se desenvolver, principalmente na região comprendida pelas avenidas do Contorno e Assis Chateaubriand .
Na década de 40, o adro da Igreja Nossa Senhora das Dores, era o local preferido para moças e rapazes para o footing (do inglês, ir a pé). As mulheres – todas com seus melhores vestidos, salto alto, maquiadas e perfumadas – desfilavam, como se estivessem em um tapete vermelho. Locais tradicionais como a rua Itajubá que, durante muito tempo, foi um dos pontos mais movimentados da cidade pela animação de seus bares e bailes de carnaval, também fazem parte da história do bairro.
O Projeto Casa Velha BH vai se concentrar exatamente nas construções remanescentes desses 4 bairros, principalmente, no bairro Funcionários.

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